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Bolsonaro poderá ser indiciado por crime contra humanidade

O relatório preliminar da CPI da Covid, elaborado pelo senador Renan Calheiros, aponta para o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por 11 crimes, entre eles, Genocídio de Indígenas e Crime contra a Humanidade. Outros membros da família Bolsonaro também serão indiciados bem como ministros e ex-ministros, funcionários públicos e empresários. O relatório ainda deverá ser aprovado pelos membros da CPI da Covid. O relatório da CPI da Covid torna-se um importante documento e servirá de fonte primária para a história e a memória deste terrível momento da história do Brasil onde, mais de 600 mil pessoas morreram desde o início da pandemia da Covid-19.

Sala Valmir Albino Martins

Mario Motta, apresentador do programa Notícia na Manhã
Participava de um grupo de discussão no WhatsApp, esse grupo teve seu início nos idos de 1996 quando o professor/apresentador/jornalista Mario Motta criou um ambiente para que os ouvintes da rádio CBN pudessem interagir com seu programa Notícia na Manhã. Pelo uso da internet esses foram pelo apresentador "batizados" de "ouvinternautas".  Atualmente as pessoas que participam desse grupo de discussão frequentam a chamada Sala Valmir Albino Martins, homenagem feita ao ilustre e saudoso participante da antiga Sala CBN (do programa Notícia na Manhã).

O clima político atual estava (e continua) presente nas discussões da sala V.A.M. e, como era de se esperar, as manifestações pró e contra o atual governo pipocaram ao ponto do estranhamento entre alguns de seus membros. 

Que saída tomar quando nos deparamos com um grupo de pessoas e estas se manifestam com ideias diferentes das nossas?

No caso do WhatsApp, sair do grupo e ir para a praia pode ser uma opção, mas o problema da intolerância não seria resolvido, continuaria lá. Quem sabe, então, expulsar o(s) participante(s) "irritante(s)"? Essa opção foi cogitada, inclusive, por alguns membros da sala. Seria essa a melhor opção?

Minha permanência na sala V.A.M. se justifica pelo laboratório que esse ambiente é para mim. Como professor, estar em uma sala (mesmo que virtual) com tamanha diversidade de opiniões, idade, gênero, valores diferentes, etc. proporciona uma experiência riquíssima. Um caldeirão de oportunidades para entender (por amostragem) como pensam os moradores de nossa cidade, já que o programa da rádio evoca as discussões dos problemas do município e região.

Faço uma analogia desta sala com minha sala de aula. E o "carinha inconveniente" o que fazer com ele professor? Aquele que não deixa os demais falarem (por inibição), o que vive criticando tudo e todos, aquele que (aos olhos de alguns) tira a harmonia da sala e impede a discussão?

No grupo virtual...

- Silencie-o / Ignore-o / Bloqueia / exclua-o do grupo.

E se fosse numa sala de aula?

- Silencie-o / Ignore-o / Mande-o para a direção / expulse-o da escola.

Assim como em uma sala de aula a sala V.A.M. também tem um responsável alguém que "comanda" e tem esse "poder" de decisão. E que opção tomar para enfrentar o "aluno inconveniente"? 

Mario Motta, administrador do grupo, faz a seguinte observação sobre a sala

"Mantenho a Sala desde 1996 e por ela já passaram membros absurdamente mais ofensivos que os que hoje estão presentes. Nunca bloqueei ninguém e não o farei, pois acho que só iremos EVOLUIR nas diferenças e nesse exercício de melhorar as pessoas. Esse tipo de participante é quem mais precisa da Sala (embora não perceba isso)..."

Essa é a mesma postura que, como professor, procuro tomar quando se trata de conflitos em sala de aula. A simples exclusão de um aluno não o tornará melhor, o problema não será resolvido assim (e o problema não é o sujeito, fique bem claro isso). Determinados comportamentos podem ser lidos como pedido de ajuda, um "socorro, preciso de sua atenção" e estar atento a estas manifestações seja em salas virtuais ou em salas de aulas reais é um importante trabalho realizado pelo professor.

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