Pular para o conteúdo principal

Qual o pior dos efeitos colaterais da vacina contra o Covid-19?

Imagem de Juraj Varga por Pixabay

 Perguntar se a pandemia acabou é uma pergunta retórica. Infelizmente a resposta é não. A pandemia ainda não acabou e por tudo o que pode ser visto quando andamos pelas ruas de algumas cidades, a verdade é que ainda vamos demorar muito tempo para voltar a algo parecido com o que chamávamos de normal aqui no Brasil.

Em algumas cidades brasileiras algumas pessoas, infelizmente de todas as idades, insistem em abandonar os protocolos básicos de segurança, entre eles, o uso da máscara e o distanciamento entre pessoas para se evitar as aglomerações.

Uma possível hipótese para o relaxamento das medidas de segurança pode ser pelo fato da vacinação entre as pessoas dos primeiros grupos (grupos prioritários), o que justificaria os motivos de se observar um número significativo de pessoas idosas andando sem a máscara. Esse pode ser o pior dos efeitos colaterais da vacina, achar que já é 100% imune contra o vírus ou que não possa ser um potencial transmissor do mesmo.

Contudo, muitos jovens (que sequer tomou a primeira dose da vacina) também não estão fazendo o uso da máscara. Elas, as máscaras, passam mais tempo no bolso e/0u no queixo do que protegendo nariz e boca, como deve realmente ser usada. Mas o que será que faz com que os jovens, ainda não vacinados, deixem de lado as máscaras e outras medidas de isolamento e higiene que, sabidamente, ajuda no combate à propagação do Covid-19? Minha hipótese é que muitos acreditam que se os de mais idade estão protegidos o risco acaba já que os jovens, em sua visão, não desenvolvem a versão  mais grave da doença. O que é um grande engano.

A nova variante, conhecida como variante Delta, mostra sinais de forte contaminação (podendo contaminar inclusive pessoas já vacinadas) e há vários relatos de jovens precisando de atendimento médico e em alguns casos, encaminhamento para UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Com as ações de relaxamento os números, que estavam em queda, começam a ganhar novo fôlego fazendo a curva de contágio subir novamente. As consequências já são conhecidas. Todos nós sabemos como será mais difícil para uma recuperação econômica e ajustes sociais com a pandemia em crescimento no Brasil. Isso tudo sem falar no crescente número de mortes e de pessoas necessitando atendimento médico hospitalar.

Sei que já temos muito tempo de restrições e que a cada dia que passa sentimos maior dificuldade em manter essas mesmas restrições, a respeitá-las, e a tendência é o relaxamento, como pode ser visto em vários ambientes de várias cidades. Contudo, quanto maior o nosso desprezo pelas medidas de segurança, como higienização das mãos com água e sabão ou uso de álcool em gel, uso de máscara e distanciamento social, além de sair apenas quando estritamente necessário, maior será o tempo que teremos que esperar para que possamos, de forma definitiva e com segurança, voltarmos a uma certa normalidade.

Não é só nos ambientes das cidades, no comércio, no vai e vem das calçadas, nas praças e bares que podemos perceber o mau uso das máscaras e do distanciamento entre as pessoas. Recentemente, tive que viajar de ônibus e neste ambiente também há resistência, principalmente na questão relacionada ao uso da máscara. Agora se o vírus "entrasse" pelo pescoço, então estaria tudo certo, pois muitas máscaras não saem do pescoço das algumas pessoas.

O ponto final é o seguinte, mesmo que já tenha sido vacinado, seja com uma ou duas doses, independentemente de qual imunizante tenha usado, não é possível nas condições atuais de vacinação no Brasil uma garantia de imunidade coletiva. O quadro de vacinados ainda é muito baixo o que não garante a esperada imunidade coletiva e as medidas de segurança, emblematicamente, o uso da máscara, ainda é algo necessário. Usar máscara e exigir maior rapidez na vacinação da população, só assim teremos alguma chance contra o vírus da Covid-19.

*Aguardo seus comentários neste blog.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Horários de ônibus de Pirenópolis para Brasília, Goiânia e outras cidades

 Pirenópolis é uma importante cidade turística do centro-oeste brasileiro, localizada entre duas capitais, a federal (Brasília) e a capital do estado de Goiás (Goiânia). Essa proximidade, além das belezas naturais e a hospitalidade ímpar, oferecida por seus habitantes, faz de Pirenópolis um dos mais procurados destinos turísticos do planalto central. A chegada na cidade se dá pela via rodoviária, veículos particulares e ônibus. Neste último caso, as chegadas e as partidas se dão pela rodoviária que se localiza na vila Matutina 1ª etapa. As opções de viagem não são muitas e, em alguns casos, os atrasos são constantes, pois Pirenópolis, apesar da reconhecida importância turística, encontra-se como um entroncamento a caminha, por exemplo, de Brasília, onde o grande fluxo de passageiros é visível, principalmente nos períodos de feriados e férias. Conforme aumenta a procura por passagens dos turistas que desejam retornar para suas cidades de origem, a busca por horários dos ônibus também au

Primeiro Post

  Aqui estou, com um novo blog, velho endereço (santiago.pro.br). Voltando à ativa com as escritas sobre o cotidiano e, quem sabe, algumas coisas relacionadas à educação e, em especial, à educação geográfica. Esse novo velho blog, espero, será o canal exclusivo de meus apontamentos, um quase diário e espero contar com a sua companhia. Os textos aqui escritos, em sua maioria, terão um começo (talvez) um meio e (certamente não terá) um fim. Existe a possibilidade de seguir o blog, faça isso e receba as novas publicações assim que elas forem para o ar. No momento é isso, um fraterno abraço e até a próxima!